12 erros de decoração que tornam os ambientes desagradáveis

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Atualizado em 27.01.21

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Atualizado em 27.01.21

Decorar nem sempre é tarefa fácil. Com tantas opções de móveis, itens decorativos, cores e texturas, as possibilidades de se perder em meio a grande variedade de estilos são enormes.

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Obter um visual poluído, com móveis em exagero, paletas de cores que não conversam entre si e até mesmo itens que não refletem a personalidade dos donos da casa é um dos vários exemplos resultantes da desorientação na hora de ornamentar o lar.

12 erros mais comuns na hora de decorar o lar

Uma casa fala muito sobre seus donos e também interfere sobre suas vidas, no humor e relaxamento. Para fugir dos equívocos na hora da decoração, a arquiteta Marina Salomão aponta os problemas mais comuns, que tornam os ambientes desagradáveis. Conhecê-los é a melhor forma de evitá-los, então confira a lista abaixo!

1. Falta de manutenção dos objetos:

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“Tudo em nossas vidas tem que ser cuidado, isso vale também para o nosso lar. Faça uma lista dos consertos e soluções das peças quebradas, ou descascadas. Arrume o sofá rasgado, faça uma limpeza geral. Começando por aí, já melhora muito sua decoração e torna sua casa mais agradável”, instrui Marina.

2. Falta de planejamento:

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Para a arquiteta, o erro mais comum das pessoas é simplesmente comprar várias coisas e dispor ao longo da casa. Para uma decoração bem-feita, ela tem que ser planejada e pensada. Quantidade de itens, cores, distribuição são considerações importantes a serem feitas. “Não faça da sua casa um depósito”, alerta.

3. Não verificar as medidas dos cômodos, móveis e peças decorativas:

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“Outro erro muito comum que as pessoas cometem é comprar móveis sem saber as medidas dos ambientes e dos móveis. Colocam um vaso pequeno em uma mesa lateral grande, enchem uma mesa pequena de porta-retratos grandes, colocam uma cama que não é adequada para o tamanho do quarto. Isso gera um ambiente sobrecarregado de coisas, apertado e desconfortável. Seu ambiente pode ser pequeno ou grande, não importa: tire as medidas dos ambientes e dos móveis, só assim conseguirá um ambiente mais leve”, aconselha a profissional.

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4. Não seguir uma linguagem ou estilo:

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Marina indica outro problema frequente: comprar uma peça sem considerar o todo. Devemos sempre lembrar de que tudo o que está num espaço deve “conversar” com o entorno, ter uma linguagem. “Você pode misturar alguns estilos, mas tem que pensar e planejar para que tudo fique em harmonia. Não misture cores e estampas que não se completam. Quando quiser ousar, faça um estudo melhor. Excesso de informação causa uma poluição no ambiente”, declara.

5. Má escolha das cores:

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De acordo com a arquiteta, “ambientes decorados com cores neutras podem ser elegantes, mas, se não houver uma boa composição, pode também deixar os ambientes muito monótonos. O contrário também é válido, ambientes com muita informação de cores tornam-se carregados e não convidativos à permanência”.

6. Cuidado com o excesso:

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A profissional orienta a não comprar por impulso. “É muito comum, quando as pessoas mudam para uma casa nova, quererem comprar tudo que veem pela frente, mesmo sem saber se aquele item realmente vai caber na casa, se vai seguir a mesma linguagem que está usando ou se vai ficar em harmonia com os outros objetos. Com isso, acaba acontecendo um acúmulo de coisas desconexas e sem sentindo, que não deixam o ambiente bonito”, adiciona.

7. Esquecer da iluminação:

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“A iluminação é um item fundamental para a decoração, pois pode valorizar seu ambiente ou anulá-lo. Pense sempre na iluminação correta para cada ambiente. A iluminação faz toda a diferença”, lembra Marina.

8. Tomadas em excesso:

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De acordo com arquiteta, muitas casas possuem mais tomadas que o necessário. Para evitar o erro, liste quantos aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos ficarão no ambiente. “O excesso de tomadas e a má localização é um problema na hora de decorar”, explica.

9. Excesso de furos na parede:

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“É muito comum as pessoas irem furando as paredes para pendurar quadros ou enfeites e se arrepender da altura ou da composição. Antes de fazer o furo, monte a composição que você pretende fazer no chão e, depois, marque com um lápis exatamente onde você quer furar. Se você gostou da composição que montou, vá em frente. Assim sua parede não ficará toda marcada”, recomenda a profissional.

10. Use plantas com cuidado:

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Para Marina, as plantas devem ser usadas com cautela na decoração de ambientes internos, para não gerar acúmulo. “Escolha uma planta adequada para o ambiente, pense sempre na quantidade de sol que vai bater, se ela vai ficar na sombra e assim você terá uma planta sempre bonita e viva, evitando um ambiente sem cuidado”, propõe.

11. Evite ambientes desorganizados:

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“Deixar as coisas fora do lugar deixam o ambiente desorganizado, tornando-o ainda mais desconfortável. Assim, mesmo que se tenha uma boa decoração, a beleza acaba ficando invisível”, ressalta a arquiteta.

12. Não deixar espaço livre para circulação dos ambientes:

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“Na hora de mobiliar, as pessoas acabam se esquecendo de que é preciso deixar espaço para circulação em todos os ambientes. Precisamos de espaço para poder passar de um cômodo para outro, senão o ambiente se torna apertado e inútil. Você pode ter uma sala grande, mas não é por isso que você pode colocar um sofá ainda maior”, adverte Marina.

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A cor tem papel importante na decoração

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Ainda sobre a questão da escolha de cores na hora de decorar a casa, a designer especialista em cor Fabiane Mandarino cita cinco considerações a serem feitas na hora de escolher os tons certos para seu lar:

  1. Em primeiro lugar avalie quem irá habitar este lugar ou utilizar este ambiente;
  2. Depois é importante pensar no tempo de permanência e na função daquele espaço;
  3. Também é fundamental avaliar as peculiaridades do espaço, como a altura do pé direito ou a luminosidade do local;
  4. Outro ponto importante é a quantidade da cor e o local onde ela é usada;
  5. Avalie a cor em seu contexto –- o que as outras pessoas acham sobre esta cor, aspectos culturais, sociais e pessoais devem ser levados em consideração.

Para a designer, algumas cores em excesso podem gerar irritabilidade. “Para evitar que um ambiente fique desagradável, defina uma cor como ponto de partida, avalie todos os pontos acima e depois crie sua paleta cromática indicando a quantidade e onde estas cores irão ser utilizadas”, recomenda.

Fabiane ainda esclarece que estes passos podem fazer toda diferença, pois uma mesma cor poderá evocar sensações positivas ou negativas dependendo da proporção usada, o local, forma como ela é aplicada e para quem ela foi escolhida.

Com as dicas das profissionais fica mais fácil escolher itens, móveis e cores para decorar o lar. Ressaltando sempre que o planejamento e visualizar o ambiente como um todo é parte importante para se ter um resultado belo e satisfatório.