Como deixar sua casa sofisticada com sancas de gesso

Escrito por André Macedo

As sancas de gesso são usadas como uma alternativa ao forro, trazendo um ar moderno e diferente para a casa. Como explica a arquiteta carioca Monica Vieira, a sanca consiste em um acabamento de gesso utilizado entre o teto e as paredes. A peça pode ser apenas decorativa ou conjugada com a iluminação do ambiente.

Amanda Ciconato e Glauco Mantovanelli, arquitetos do Studio A+ G, explicam que a sanca deixa o cômodo mais sofisticado e ajuda ao trabalhar com cores e iluminações diferentes. Portanto, esse tipo de acabamento é recomendado para destacar o espaço, podendo ser usado em qualquer ambiente.

O método ganha muitos adeptos devido à sua praticidade, beleza e investimento consideravelmente pequeno. Sua versatilidade permite que a sanca possa ser usada em diferentes estilos de decoração, desde o moderno até um mais tradicional.

Sancas de gesso em ambientes inspiradores

Ao optar pelo uso de sanca de gesso, é importante conhecer as dimensões e o nível da peça a ser aplicada. As arquitetas Paula Werneck e Renata Kinder, do escritório PW+RKT Arquitetura, informam que as sancas de gesso são vendidas em tamanho padrão, sendo necessário modelá-las para serem “instaladas por tirante metálico que é fixado diretamente na laje através do tiro de pistola”.

Amanda e Glauco alertam que “é fundamental a verificação do alinhamento horizontal do traço da linha que guiará a instalação, assim como o distanciamento correto dos pontos de fixação dos tirantes, que não pode exceder 1 metro”. Cuidados como esse são de suma importância para que o acabamento não fique torto.

Sanca de gesso x Forro de gesso

Além da sanca, o forro de gesso também é amplamente utilizado em projetos arquitetônicos. Os arquitetos do Studio A+G afirmam que, por mais que os dois estilos “formem” o teto, o gesso costuma ser mais rebaixado enquanto a sanca é aplicada entre o forro e a parede.

Sanca

Foto: Getty Images

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Paula e Renata contam que as sancas podem ser usadas em ambientes menores, permitindo a composição com a laje já existente. Monica acrescenta que esse recurso foi altamente usado até o século XIX, antes de ser abolido pela arquitetura moderna. “Atualmente, utilizamos muito mais o rebaixo de gesso por questões técnicas, para embutir tubulações, por exemplo”, completa a profissional carioca.

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A criação de rasgos no gesso permite o uso de iluminação indireta no local, sendo também comum não encostar a sanca na parede, criando uma zona de sombra e delimitando a divisão das paredes e do teto.

Vantagens: por ter principalmente função decorativa, o uso de sancas deixa o ambiente mais refinado. A peça funciona como um belo detalhe na decoração, além de não ser muito caro. Sua versatilidade oferece a possibilidade de explorar cores e formatos de forma mais livre.

Desvantagens: dependendo do cômodo, seu uso pode dificultar a instalação de luminárias embutidas, além de sua aplicação ser mais trabalhosa e demorada.

Forro

Foto: Getty Images

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Monica explica que o forro é um rebaixo do teto, cobrindo-o total ou parcialmente. O gesso do forro também pode ser tratado para servir como isolamento acústico, garantindo ambientes mais calmos e relaxantes.

Amanda e Glauco afirmam que um modelo bastante usado são os forros retos com acabamento tabicado. Além disso, caso o cômodo tenha poucos pontos de luz na laje, o forro rebaixado ajuda a distribuir melhor a iluminação do ambiente.

Vantagens: o forro pode esconder tubulações e permite a instalação de luminárias em diversos pontos, garantindo maior flexibilidade no projeto luminotécnico. Sua instalação é rápida.

Desvantagens: além de abaixar o pé-direito do ambiente, o forro é mais caro do que a sanca. Seu acabamento é mais simples e menos flexível.

Seja qual for o tipo de revestimento que você escolher, é importante procurar um profissional para que o mesmo seja planejado e adaptado ao cômodo da melhor maneira possível.

Conheça os diferentes tipos de sancas de gesso

Foto: Getty Images

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Existem diversos tipos de sanca de gesso, cada uma com sua peculiaridade e vantagem. A escolha do modelo dependerá de como você deseja seu ambiente, além das necessidades, limitações e oportunidades que a estrutura oferece.

  • Sanca aberta: os arquitetos do estúdio A+G afirmam que a sanca aberta deixa um vão voltado para o centro do ambiente. Paula e Renata nos explicam que, nesse tipo de sanca, as luminárias podem ser embutidas para oferecer uma iluminação indireta.
  • Sanca fechada: por não oferecer nenhum tipo de abertura, Renata e Glauco avisam que, com a sanca fechada, só é possível utilizar iluminação direta, com spots ou ainda luminárias embutidas. “Esse modelo de sanca um efeito final mais simples, porém é possível fazer vários formatos”, destacam.
  • Sanca invertida: as arquitetas do estúdio PW+RKT afirmam que sanca invertida segue a mesma proposta da aberta, porém com o vão voltado para as paredes. Nesse caso, a iluminação indireta também pode ser aplicada, com a luz voltada para as paredes.
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Dependendo do ambiente, pode ser interessante o uso de cores e texturas na sanca, porém sempre tendo cuidado com o excesso de informação. Em caso de ambientes pequenos, é importante lembrar da máxima “menos é mais”.

Como escolher a melhor iluminação para a sua sanca

Foto: Getty Images

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A iluminação da sanca pode mudar drasticamente o ambiente, definindo o estilo do cômodo e trazendo conforto. Monica explica que é possível usar fitas de LED com uma luz mais fraca, além de lâmpadas fluorescentes tubulares. Outra opção são os spots embutidos, que “são muito utilizados por serem discretos e por proporcionarem uma luz direcionada, para um quadro, por exemplo”.

Paula e Renata avisam que é necessário verificar a altura do pé direito, pois quanto mais restrito esse for, menor deverá ser a lâmpada. Sua intensidade varia de acordo com a necessidade, podendo ser mais decorativa do que necessária para a iluminação do ambiente.

Glauco e Amanda sugerem o uso de fitas de LED em sancas invertidas, podendo ser na cor branca, colorida ou vermelha, verde e azul (RGB), que muda de cor dependendo da configuração. A iluminação pode dar destaque às cores ou texturas da sanca e das paredes.

4 considerações para fazer antes de optar pela sanca de gesso

Foto: Getty Images

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Antes de decidir usar a sanca de gesso, é importante conferir se a opção é a melhor para o seu espaço. É válido relembrar que o projeto deve ser realizado com ajuda de um profissional, para evitar erros e desperdício de dinheiro.

  1. Escolha um ponto de destaque: Amanda e Glauco sugerem que, ao invés de revestir o ambiente inteiro, pode ser mais válido usar a sanca para dar destaque a alguma parte do cômodo, como uma mesa de jantar ou um quadro.
  2. Verifique a altura do ambiente: por reduzir a altura do cômodo, Paula e Renata alertam que o uso da sanca pode diminuir sua amplitude. Caso o espaço seja baixo e você ainda quiser usar a sanca, opte por uma em cores neutras.
  3. Tenha um objetivo: as arquitetas do PW+RKT ainda enfatizam que é preciso ter um objetivo bem definido. A iluminação indireta gera um ambiente mais sofisticado, enquanto fitas de LED brancas podem dar um ar mais moderno. A sanca ou iluminação colorida deixa o ambiente mais ousado, por isso a opção deve casar com o que se deseja passar.
  4. Fique de olho no orçamento: por mais que o uso de sanca não pese tanto na hora de construir ou reformar a casa, o investimento em um bom arquiteto ou designer pode economizar dinheiro e tempo, além de ter um resultado final de qualidade garantido.
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A sanca de gesso é uma aposta certa para deixar seu ambiente refinado sem gastar tanto dinheiro. O mais importante é sempre ter um profissional para acompanhar o projeto e tomar cuidado para não cometer excessos, para que o espaço não fique poluído.

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