Cacto: como cuidar, tipos e dicas para a decoração

terecordeyro


Atualizado em 11.04.24

Os cactos são fáceis de cuidar e contam com uma beleza exótica em diferentes tipos e tamanhos. De acordo com a paisagista Mônica Cipelli, “pertencem à família das cactáceas e sobrevivem em lugares quentes ou áridos acumulando água em seus tecidos”. Isso se dá pelo fato de eles serem plantas suculentas, ou seja, plantas que fazem o armazenamento de água em quantidades muito maiores que nas plantas normais. Mas a profissional esclarece: “os cactos são plantas suculentas, mas nem todas as plantas suculentas são cactos”. Portanto, não confunda! Existem muitos tipos de plantas suculentas, e o cacto é apenas uma delas.

Como cuidar

Apesar de serem plantas bem fáceis de cuidar, os cactos precisam de cuidados simples para que cresçam saudáveis e bonitos. Acompanhe as dicas da paisagista abaixo para cuidar corretamente dos cactos em geral:

Iluminação: o cacto é uma planta desértica, então é fundamental que ele pegue Sol direto por pelo menos 4 horas por dia, de preferência durante as horas mais quentes. “A maioria dos cactos gostam de sol, mas alguns se adaptam em local interno próximo de janelas”, diz Mônica.

Regas: um dos problemas mais comuns dos cactos é o apodrecimento da planta, quando regada constantemente. “O ideal é regar apenas uma vez por semana em pouca quantidade”, ensina a profissional. No outono e no inverno, as regas devem ser ainda mais espaçadas. “É durante esta época do ano que os cactos repousam, por isso, devemos reduzir sua irrigação em uma ou duas vezes ao mês”.

Solo: é fundamental que o solo do cacto seja bem drenável para impedir o encharcamento da terra e, por consequência, o apodrecimento das plantas e aparecimento de pragas.

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Abubação: deve ser realizada durante o verão e a primavera. “Pode ser uma vez por mês, usando NPK 10-10-10 ou adubo orgânico, como farinha de ossos, torta de mamona e húmus de minhoca, de acordo com as informações do fabricante”, orienta a paisagista.

Como plantar em vasos: faça uma camada no fundo de um vaso com furos com argila expandida ou brita para facilitar a drenagem e cubra com um pedaço de manta bidim. Em seguida, coloque o substrato, que pode ser uma mistura de terra com areia. Finalize com uma cobertura com pedriscos ou cascas de pinus.

Floração: todos os cactos florescem e no geral, as flores costumam aparecer após dois anos de cultivo. Se o seu cacto não estiver florindo, observe se a planta está recebendo uma boa incidência de sol e se a adubação é feita com frequência.

Estiolamento: o sol também é importante para evitar um fenômeno chamado de estiolamento, onde o cacto fica tortinho e acaba se “esticando” em busca de luz. Quando são cultivados em ambientes com baixa luminosidade natural, a planta faz um grande esforço em busca de sol e, com isso, acaba gastando muita energia.

Crescimento e poda: “cacto tem crescimento lento e quase nunca precisa de poda. Mas, caso seja necessário retirar partes da planta, utilize luvas para não se machucar”, explica Mônica.

Controle de pragas: se o seu cacto está com cochonilhas, a dica é retirá-lo da terra e limpá-lo com uma escova de dentes e sabão neutro. Depois, aplique óleo de neem e faça o replantio em um novo substrato. Outro problema comum é a raiz apodrecer e o cacto ficar com a base melada, nesse caso, corte a parte afetada e deixe cicatrizar por mais ou menos uma semana; depois, plante novamente e fique sem regar por um mês, até que ele crie raízes.

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Tipos de cacto

Segundo Mônica, existem 176 gêneros e 2.275 espécies de cactos. Confira abaixo tipos mais interessantes e populares selecionados pela paisagista para você conhecer e começar a cultivar:

1. Cacto ouriço

É uma espécie nativa do México, que atinge de 7,5 a 30 cm de altura. Seu caule é verde escuro com espinhos. Possui flores roxas ou rosas que aparecem no verão, é tolerante ao frio e ao calor.

  • Nome científico: Echinocereus reichenbachii
  • Iluminação: sol pleno
  • Rega: coloque água em pouca quantidade, uma vez por semana. Repita a rega com essa frequência somente se o solo estiver seco, caso necessário espace ainda mais.

2. Cacto mandacaru

Nativo do Brasil, é muito comum na caatinga, no nordeste do país. É também conhecido como cardeiro e jamacaru. Seu nome, mandacaru, vem do tupi e significa “espinhos agrupados danosos”. Seu formato escultural lembra um candelabro, é fácil de cultivar e pode ser colocado em vasos dentro de casa, desde que receba sol diariamente. Sua floração ocorre durante a primavera, mas suas flores só aparecem a noite e duram apenas até o amanhecer.

  • Nome científico: Cereus jamacaru
  • Iluminação: sol pleno
  • Rega: uma vez por semana durante o verão e a cada duas no inverno

3. Barba de velho

Seu nome popular é devido à grande quantidade de pelos brancos que possui. Entretanto, esses pelos são espinhos modificados que protegem a planta do sol e geada, e escondem espinhos bastante afiados. Nativo da América Central, está ameaçado de extinção. Só floresce após 20 anos de plantio e suas flores são vermelhas.

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  • Nome científico: Cephalocereus senilis
  • Iluminação: sol pleno
  • Rega: coloque água cerca de uma vez por semana, mas somente se o solo estiver seco

4. Cacto coroa de frade

É um tipo de cacto pequeno, ideal para o cultivo em casa. É nativo do Brasil, encontrado em regiões de Minas Gerais e Bahia. É uma planta globosa com formato cilíndrico revestida de espinhos que pode chegar a 30 cm de altura e 20 cm de diâmetro. Suas flores são de cor rosa e vermelha.

  • Nome científico: Melocactus ernestii
  • Iluminação: sol pleno
  • Rega: coloque pouca água cerca de uma vez por semana

5. Cacto amendoim

É nativo da Argentina e tem esse nome porque suas hastes têm diâmetro do tamanho de um amendoim. É uma planta ramificada de 30 cm, que floresce na primavera e suas flores são vermelhas.

  • Nome científico: Echinopsis chamaecereus
  • Iluminação: meia-sombra
  • Rega: coloque pouca água cerca de uma ou duas vezes por semana

6. Mil cores

É um cacto com visual exótico, com formato globular, com espinhos marrons e curtos. Apresenta coloração verde com nuances de roxo, sua tonalidade varia conforme a quantidade de luz solar que recebe. Seu crescimento ocorre em colônia e é natural da Bolívia. As flores aparecem apenas durante o dia, na base da planta e são da cor magenta.

  • Nome científico: Sulcorebutia rauschii
  • Iluminação: meia-sombra
  • Rega: 2 vezes por semana, mas coloque água apenas se o solo estiver seco

7. Cacto dedal

São pequenos cactos que se aglomeram. Seus espinhos são esbranquiçados e ficam entrelaçados, com aparência rendada e são inofensivos ao toque. É necessário cuidado ao manusear a planta, para não quebrar seus brotos. Seu crescimento é lento e ele floresce no outono e no verão com pequenas flores amarelas.

  • Nome científico: Mammillaria vetula
  • Iluminação: sol pleno ou meia-sombra
  • Rega: devem ser espaçadas para que o substrato seque completamente até a próxima rega

8. Cacto ursinho

É um cacto de crescimento lento, mas de abundante floração. Apresenta espinhos macios, o que possibilita ser tocado sem medo. Suas flores são normalmente alaranjadas ou brancas e surgem durante a primavera e o verão. É originário da Bolívia e apresenta um crescimento em colônia, com novos brotos que se desenvolvem ao seu redor.

  • Nome científico: Rebutia muscula
  • Iluminação: sol pleno ou meia-sombra
  • Rega: devem ser espaçadas para que o substrato seque completamente até a próxima rega

9. Orelha de coelho

Apesar de ser um cacto pequeno, é preciso cuidado com seus espinhos, que são bastante finos e difíceis de remover. É um minicacto ideal para cultivo em vasos isolados ou em conjunto com outras espécies. Possui um tronco verde, dividido em partes, como orelhas de coelho.

  • Nome científico: Opuntia microdasys
  • Iluminação: sol pleno
  • Rega: coloque água cerca de uma vez por semana

10. Flor-de-maio

É um cacto epífito, que na natureza utiliza árvores como suporte. Fica linda cultivada em vasos suspensos, com suas flores que surgem no outono e inverno, normalmente começando a florir no mês de maio. Apresenta pequenos gomos verdes sem espinhos, com flores de cores vibrantes, como rosa ou vermelho.

  • Nome científico: Schlumbergera truncata
  • Iluminação: meia-sombra
  • Rega: coloque água cerca de uma vez por semana, não tolera excesso de água

11. Cacto da primavera

Também é conhecido popularmente como flor-de-outubro e é da mesma família da flor-de-maio. É um cacto pendente, sem espinhos, nativo do Brasil, de fácil manutenção e floração abundante. Suas flores avermelhadas ou rosadas costumam aparecer em formato de cascatas na primavera.

  • Nome científico: Hatiora gaertneri
  • Iluminação: meia-sombra
  • Rega: coloque água cerca de uma vez por semana ou somente quando o solo estiver seco, evite molhar as folhas

12. Poltrona de sogra

É um cacto grande e redondo que chega a medir 60 cm de diâmetro, por isso também é conhecido como cacto-bola. Por seu formato, fica muito vistoso em vasos rasos e isolado. Seus afiados espinhos são longos e amarelados. Produz grandes flores isoladas de cor amarela.

  • Nome científico: Echinocactus grusonii
  • Iluminação: sol pleno
  • Rega: coloque água cerca de uma vez por semana no verão e uma vez por mês no inverno

13. Cacto orquídea

É um cacto encontrado em florestas tropicais, principalmente no México. É epífita, com galhos pendentes, e cresce entre 60 cm e 1 m. Floresce na primavera, com flores vistosas, grandes e vermelhas.

  • Nome científico: Disocactus ackermannii
  • Iluminação: meia-sombra ou luz difusa
  • Rega: coloque água uma vez por semana para manter o solo úmido, mas sem encharcar. No inverno, aumente a frequência para 10 dias

14. Cacto botão

O cacto botão tem altura de 6 cm, sendo uma das menores espécies de cacto. Seu corpo é totalmente coberto por espinhos esbranquiçados. Floresce nos meses quentes e, após a floração, produz um fruto vermelho comestível. Se propaga por divisão de planta e por sementes.

  • Nome científico: Epithelantha micromeris
  • Iluminação: sol pleno
  • Rega: coloque água cerca de uma vez por semana

15. Cacto dedo-de-dama

É conhecido por seus caules alongados, que lembram dedos. Tem crescimento lento e chega apenas a 15 cm de altura. É indicado para pequenos arranjos de suculentas ou vasos sobre mesas e aparadores. Uma de suas variedades mais famosas é a “ouro”, com espinhos em tom dourado.

  • Nome científico: Mammillaria elongata
  • Iluminação: sol pleno, mas sobrevive em em ambientes de meia-sombra
  • Rega: coloque água uma vez por semana

16. Rhipsalis de flor amarela

Apresenta pouca semelhança com os cactos mais conhecidos, com seu porte ereto e bastante ramificado, mas que, com o crescimento, pode ir se tornando pendente. Suas flores apresentam um tom bem amarelado, surgindo nas extremidades dos segmentos. É uma planta nativa do Brasil e, ao contrário da maioria dos cactos, não precisa de muito sol.

  • Nome científico: Hatiora salicornioides
  • Iluminação: luminosidade difusa e indireta
  • Rega: coloque água uma ou duas vezes por semana para manter o solo úmido, mas evite o encharcamento

17. Capuz de monge

É uma planta cilíndrica que, ao ser observada de cima, apresenta uma formação de estrela, com um número de pontas que pode variar de 5 a 10. Apresenta flores grandes e amareladas, mas necessitam de luminosidade intensa, com várias horas de sol pleno, para serem produzidas. Além disso, apenas plantas maduras são capazes de dar flores, o que pode levar mais de 10 anos de cultivo. É preciso tomar cuidado com seus espinhos, que são bastante longos e de natureza mais agressiva. Deixe fora do alcance de crianças e pets.

  • Nome científico: Astrophytum ornatum
  • Iluminação: sol pleno
  • Rega: coloque água a cada 10 dias, mas somente se o solo estiver seco

18. Cacto sianinha

Originário do México, esse cacto é muito cultivado devido ao seu aspecto ornamental. Possui uma folhagem sinuosa, que lembra as fitas utilizadas em artesanatos. Adapta-se a ambientes de sombra e não possui espinhos agressivos. Suas flores abrem durante a noite e são muito perfumadas.

  • Nome científico: Selenicereus anthonyanus
  • Iluminação: sombra ou meia-sombra
  • Rega: coloque água a cada 10 dias e apenas se o solo estiver seco

19. Cacto alfinete

É um espécie de cacto raro e de tamanho pequeno, que cresce até 27 cm. Possui espinhos brancos que constrastam com suas flores, que podem ser rosas, laranjas ou amarelas.

  • Nome científico: Escobaria sneedii
  • Iluminação: meia-sombra
  • Rega: coloque água de forma lenta uma vez por semana

20. Cacto figueira-da-índia

É um cacto de porte arbustivo, com altura entre 1,5 e 3 m, ramificado e frutífero. A presença de espinhos varia, com ramos densamente espinhosos ou desprovidos. É ideal para quem deseja um jardim desértico, rochosos e de baixa manutenção. Também pode ser utilizado com cerca-viva ou cultivado em vasos.

  • Nome científico: Opuntia ficus-indica
  • Iluminação: sol pleno
  • Rega: não necessita de regas se exposto a chuvas, é extremamente resistente à estiagem

Cactos na decoração da casa

Agora que você já conheceu diferentes tipos de cactos e já sabe como cuidar deles corretamente, confira nossas inspirações com esta planta linda e autêntica, para deixar sua casa ou seu jardim cheios de personalidade:

Foto de cacto 22 - 25

Foto: Reprodução /Nicepiic

Foto de cacto 24 - 27

Foto: Reprodução /Cactus Voice

Foto de cacto 26 - 28

Foto: Reprodução /Papel Decor

Foto de cacto 32 - 30

Foto: Reprodução /Suite Arquitetos

E aí, gostou de saber mais sobre os cactos? Se você é apaixonado por essa planta, que tal começar a cultivá-la na sua casa? Agora que você sabe as vantagens de se ter um cacto no seu lar, é só escolher a espécie que mais lhe agrada, de acordo com a sua personalidade. Sol pleno, pouca água e um solo bem drenável são os itens necessários para o seu cacto crescer saudável e viver plenamente feliz. E claro, muito amor e carinho também. E para incrementar o seu jardim, veja também várias ideias de plantas de sol que são resistentes.

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Lucinea
Lucinea

Eu amo plantas ,tô apaixonada por cactos 🌵❤

Andressa Oliveira
Tua Casa
Andressa Oliveira
Respondendo a  Lucinea

Que maravilha! Os cactos são encantadores. Se surgir alguma dúvida sobre cuidados específicos temos vários guias de plantas para te ajudar.

LUZIA
LUZIA

Sou apaixonada por plantas, em geral, portanto, o cacto não poderia ficar de fora.
Sempre vejo os cactos fazendo parte da decoração interna, acho lindo.
Por tratar de um planta que deve ser cultivada ao sol pleno ou meia sombra, quanto tempo um cacto pode ficar na parte interna da casa, sem tomar sol?

Andressa Oliveira
Tua Casa
Andressa Oliveira
Respondendo a  LUZIA

Oi Luzia, se puder deixe seu cacto em um ambiente bem iluminado ou próximo a uma janela que receba luz natural. Caso o ambiente não receba um boa dose de luz solar por dia, coloque-o sobre o sol pleno de 2 a 3 dias por semana, e depois retorne-o ao local desejado.