81 tipos de flores para decorar sua casa ou seu jardim

Escrito por Mariana Keller

Foto: Reprodução /Joel Caetano Paes

Uma das maiores belezas naturais do planeta é a variedade da sua flora, com uma infinidade de espécies de flores e plantas no mundo todo. Mas por que deixar para admirá-las somente durante os passeios em florestas e reservas naturais se você pode cultivar suas flores preferidas em casa?

Flores naturais são sempre uma boa opção na hora de decorar. Você pode utilizá-las em diferentes cômodos e, caso tenha espaço para fazer um jardim, fica melhor ainda! Floreiras, jardins verticais e arranjos são boas alternativas na hora de usar as plantinhas na decoração. O engenheiro agrônomo e paisagista Gabriel Kehdi fala sobre os benefícios de ter flores em casa: “Plantas em casa desempenham uma importante função de purificação do ar, capturando algumas substâncias tóxicas de poluentes da atmosfera, e quando são abundantes, as plantas também melhoram os níveis de umidade do ar. Além dos benefícios físicos, as plantas também promovem bem-estar psicológico, reduzem os níveis de estresse e podem inclusive aumentar a produtividade em ambientes de trabalho”.

Amor e cuidado para suas plantinhas

Mas atenção, ter flores em casa exige certos cuidados: “as plantas exigem, de modo geral, atenção a três elementos principais: água, luz e nutrientes. Cada espécie de planta requer cada um desses três elementos em intensidades diferentes. Então, proporcionando a quantidade ideal de água, luz e nutrientes para as plantas, elas irão crescer felizes”, orienta Gabriel.

Outra informação interessante para quem quer plantar suas próprias flores é saber a diferença entre plantas de ciclo perene e de ciclo anual. Segundo Gabriel, as plantas anuais são aquelas cujo ciclo de vida tem duração de 1 ano. “Isso significa que em um prazo de 12 meses, esse grupo de plantas germina, cresce, floresce, frutifica, espalha suas sementes e morre. Após o ciclo de 1 ano, essas plantas precisam ser removidas do jardim e o canteiro deve ser refeito”, explica o profissional.

Já as plantas perenes são aquelas com duração de ciclo de vida indeterminada. Mas isso não significa que elas vivem para sempre, e sim que duram mais de dois anos. “Plantas perenes podem apresentar folhas e caule durante todo o tempo (exemplos: Costela-de-adão, Samambaia, Gardênia), ou podem perder suas folhas e caules por parte do ano, rebrotando na estação seguinte, como algumas plantas bulbosas e rizomatosas (exemplos: Tulipas, Gengibre, Amarílis)”, ressalta Gabriel.

Se você tem dúvidas sobre quais espécies plantar na sua casa ou no seu jardim, confira nossa lista abaixo com 81 tipos de flores que vão te encantar. Gabriel explica ainda as especificidades e as características de cada uma delas para te ajudar a escolher sem medo de errar. Confira:

1. Agapanto (Agapanthus africanus)

Foto: Reprodução /Matheus Penteado

Segundo Gabriel,  Agapanto significa ‘flor do amor’. Normalmente, dependendo da variedade, ela possui flores brancas, lilás ou azuis e possui hastes longas, o que a torna excelente para o uso como flor de corte, na confecção de arranjos florais. “É uma planta rústica que suporta solos variados e consegue se desenvolver também na meia sombra”, explica ele. Tem origem na África, necessita de regas regulares, é resistente a doenças e de baixíssima manutenção. Além disso, também resiste ao frio, geadas e à estiagem em curtos períodos.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 40cm (folhas); 1m (com haste floral)
  • – Época da florada: Primavera-verão
  • – Ciclo de vida: Perene

2. Alisso (Lobularia maritima)

Foto: Reprodução / Juan Carlos Poveda Molero

O Alisso é uma planta muito perfumada e ótima para ser usada como forração ou em vasos. “As flores possuem um suave perfume de mel, e por isso ela também recebe o nome popular de ‘flor-de-mel’”, diz Gabriel. Normalmente, é de cor branca, mas existe também a variação Alisso roxo (Lobularia maritima ‘Deep Purple’). Tem origem européia e pode ser plantada isolada ou em jardineiras com outras flores. No jardim, também pode ser utilizada em maciços e bordaduras. Deve ser cultivada em solo composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares. É tolerante ao frio e as geadas.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 15cm
  • – Época da florada: Primavera-verão
  • – Ciclo de vida: Anual/bianual

3. Astromélia (Alstroemeria x hibrida)

Foto: Reprodução /Together2Grow

As flores da Astromélia têm origem na América do Sul, podem ser de diversas cores e são adaptadas à polinização por abelhas. Suas flores são semelhantes às flores dos Lírios, sendo chamadas muitas vezes de Lírios em miniatura. Ela pode ser cultivada em maciço e bordaduras, mas é mais conhecida como flor de corte. Deve ser cultivada em solo fértil, ligeiramente ácido, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia adubações frequentes, oferecendo intensas florações. Não tolera geadas, mas pode tolerar o frio e curtos períodos de estiagem.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 50cm a 1,5m
  • – Época da florada: Primavera-verão
  • – Ciclo de vida: Perene

4. Amarílis (Hippeastrum hybridum)

Foto: Reprodução /Acta Botanica Paisagismo

Os Amarílis são rústicos e fáceis de cultivar.  Possuem flores em uma grande variedade de cores, com diversas nuances e mesclas de vermelho, laranja, branco e rosa, além de variedades de cores mais raras, como o verde, o vinho e o salmão. Sua folhagem é também bastante ornamental. Se adapta a diversos tipos de clima, desde equatoriais a temperados, mas pode ‘adormecer’ no inverno. “É uma planta bulbosa, que pode perder as folhas nos meses mais frios do ano. Após seu período de dormência, brotam novas folhas e produzem sucessivas flores a partir de uma única haste floral”, explica Gabriel. Na maioria das vezes, seus bulbos são plantados em vasos, porém também podem formar maciços e bordaduras. É bastante exigente em fertilidade, irrigação e drenagem, seu substrato deve conter boa quantidade de matéria orgânica. É também conhecida como Açucena ou Flor-da-imperatriz e tem origem mais ampla, passando pela América do Norte, América Central, América do Sul e México.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 30cm (folhas); 50cm (haste floral)
  • – Época da florada: Primavera-verão
  • – Ciclo de vida: Perene

5. Amor-perfeito (Viola x wittrockiana)

Foto: iStock

As flores do Amor-perfeito são grandes e muito vistosas. Possuem uma grande variedade de cores e combinações, passando pelo amarelo, azul, roxo, branco, rosa, marrom, até a cor negra. Deve ser cultivada em solos ricos em matéria orgânica e regados frequentemente. É muito versátil, podendo ser plantada tanto em vasos como em jardins, formando maciços e bordaduras belas e coloridas. Tem origem na Ásia e na Europa e aprecia o frio.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 20cm
  • – Época da florada: Primavera-verão
  • – Ciclo de vida: Bianual

6. Antúrio (Anthurium andraeanum)

Foto: Reprodução /Dolce Lari

As flores do Antúrio são bastante utilizadas para a decoração, seja em jardins e canteiros, como em ambientes internos e festas. Não necessita de muita luz e, por isso, é uma planta curinga para os locais menos iluminados do jardim, onde outras flores normalmente não nasceriam. São originárias da Colômbia, mas são bastante difundidas no Brasil e se adaptam bem a diversos climas. O melhoramento genético proporcionou diversas variedades de portes e colorações como: vermelha, rosa, salmão, chocolate, verde e branca. Muitas pessoas confundem o Antúrio branco com a flor Copo-de-leite, no entanto o formato de suas flores são diferentes. É exigente quanto à umidade, deve ser plantada em substratos ricos em matéria orgânica, com regas frequentes e adubação adequada para florescer. Apesar destes cuidados, é uma planta rústica e de baixa manutenção. Mas atenção, é uma planta tóxica e exige cuidados, principalmente com animais de estimação.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra a sombra
  • – Altura: 30 a 40cm
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

7. Áster-arbustiva (Symphyotrichum tradescantii)

Foto: iStock

A Áster-arbustiva parece Margarida, mas não é. Essa semelhança acontece devido às suas pétalas finas e numerosas de cor branca e centro amarelo. De aspecto delicado e charmoso, é uma planta muito florífera, que tem origem na América do Norte e também é popularmente conhecida como Monte-cassino. É muito utilizada como flor de corte, mas também pode ser muito bem aproveitada em jardins, adequando-se a bordaduras, maciços e composições, de forma isolada ou em grupos. Pode ser usada também em vasos e jardineiras. Deve ser cultivada em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. É uma planta que gosta dos climas tropical, temperado, mediterrâneo e ainda é tolerante ao frio subtropical.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 70cm a 1,5m
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

8. Azaléia (Rhododendron simsii)

Foto: Reprodução /Amelia Taque Nishibe

As Azaléias são arbustos com floração abundante. Suas flores podem ser simples ou dobradas e apresentam cores diferentes, como o branco, o rosa, o vermelho ou mescladas. Os portes também variam de tamanho. As menores são ideais para o plantio em vasos e para formação de maciços, já as maiores são ótimas para formar cercas vivas. É muito utilizada também para a técnica do Bonsai. As Azaléias devem ser cultivadas em solo composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares. Elas apreciam o frio e podem ser podadas com cuidado sempre no final da floração. Não é aconselhada para ambientes com animais, pois é considerada tóxica.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 2m
  • – Época da florada: Inverno e Primavera
  • – Ciclo de vida: Perene

9. Begônia (Begonia semperflorens)

Foto: Reprodução /Liz Eddison

Com formatos e tonalidades variadas, a Begônia é tida como uma das flores mais vendidas do mundo, além de ser fácil de cultivá-la. Elas são originárias do Brasil e são muito floríferas e rústicas, podendo compor canteiros, maciços e bordaduras, e também no cultivo em vasos e jardineiras. Atualmente, podemos encontrar no mercado variedades de flores brancas, rosas e vermelhas, com folhas verdes ou avermelhadas. Devem ser cultivadas em substrato rico em matéria orgânica e com regas regulares.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra
  • – Altura: 30cm
  • – Época da florada: Todo o ano
  • – Ciclo de vida: Bianual

10. Beijo-pintado (Impatiens hawkeri)

Foto: iStock

Originário da África, o Beijo-pintado é uma flor que pode ser encontrada em diferentes cores como branco, rosa, salmão, vermelho, violeta, entre outras, com destaque para os tons pastéis. É uma planta que exige pouca manutenção, muito florífera e rústica, adequando-se ao plantio em maciços, bordaduras e canteiros, assim como em vasos, jardineiras e cestas suspensas. Não tolera ventos, períodos de seca ou de Sol e calor muito intenso, mas Gabriel explica que existe uma exceção: “Há uma variedade de Beijo-pintado denominada de ‘Sunpatiens’, capaz de prosperar em sol pleno. Esta nova variedade tem se tornado muito popular e tem ganhado espaço nos mais diversos tipos de jardim. A irrigação frequente é essencial em todos os tipos de Beijo-pintado, mantendo o solo sempre úmido”. Além disso, deve ser cultivada em solo fértil, bem drenável e enriquecido com matéria orgânica. O Beijo-pintado pertence ao mesmo gênero do Beijo-turco (Impatiens Walleriana) e do Beijo-de-frade (Impatiens Balsamina).

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra
  • – Altura: 30cm
  • – Época da florada: Todo o ano
  • – Ciclo de vida: Perene

11. Boca-de-leão (Antirrhinum majus)

Foto: Reprodução /Geraldo Gomes Paisagismo

A Boca-de-leão possui esse nome popular devido ao formato de suas flores, que quando pressionadas se abrem, parecendo uma boca grande. É excelente para a formação de canteiros e maciços, mas também é utilizada em vasos e jardineiras, assim como flor de corte. Existem muitas variedades de cores e combinações diversas. Devem ser cultivadas em solo composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares. Originária da Europa, é uma planta que aprecia o frio.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 60cm
  • – Época da florada: Inverno e primavera
  • – Ciclo de vida: Bianual

12. Bonina (Bellis perennis)

Foto: Reprodução /Flower Shot

A Bonina, que tem origem na Ásia e na Europa, é uma planta conhecida por suas propriedades medicinais e ornamentais, além de também ser comestível. As cores de suas pétalas variam em nuances de rosa, branco e vermelho e o centro é amarelo brilhante. É alegre e delicada e lembra o formato de um pompom. Também é conhecida como Margarida, Margaridinha, Margarita e outras variações, pois de fato é muito parecida com a Margarida, só que numa versão pomposa. É usualmente utilizada em bordaduras e maciços, assim como em vasos e jardineiras. Suas flores apresentam hastes fortes e duráveis, o que faz com que possa ser usada também como flor de corte em arranjos e buquês. Deve ser cultivada em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia o frio do clima subtropical ou temperado, mas não tolera geadas fortes.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 20cm
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

13. Botão-de-ouro  (Unxia suffruticosa)

Foto: Reprodução /Matheus Penteado

A origem das flores Botão-de-ouro é brasileira. As flores são solitárias, pequenas e com corola e centro amarelo ouro. Sua folhagem também é muito bonita e compacta, com folhas de coloração verde clara. O porte desta flor é pequeno, o que a torna apropriada para a formação de bordaduras, canteiros e maciços, mas também pode ser cultivada em vasos e jardineiras. É uma planta muito rústica e bastante resistente às doenças. Deve ser cultivada em solo fértil, leve e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Além disso, é uma planta tipicamente tropical, por isso não é tolerante ao frio e às geadas.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

14. Brinco-de-princesa (Fuchsia sp.)

Foto: Reprodução /Safari Garden

O Brinco-de-princesa tem origem na América do Sul e é uma planta que faz um enorme sucesso internacional. Possui muitas variedades, apresentando cores e formas diferentes. As cores mais comuns são vermelho, rosa, azul, violeta e branco. A ramagem é pendente, mas pode haver variações com plantas mais eretas. O porte também varia, sendo algumas arbustivas e outras de porte herbáceo. Pode ser plantada isolada ou em grupos e costuma atrair muitos beija-flores. O solo deve ser bem fértil, enriquecido com húmus e composto orgânico. Essas plantas apreciam o clima frio e por isso, o cultivo no sul do país e nas regiões serranas é mais apropriado.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 1,5m
  • – Época da florada: Podem florescer todo o ano, mas com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

15. Bromélia-imperial (Alcantarea imperialis)

Foto: Reprodução /Flor &’stilo Paisagismo

A Bromélia-imperial tem origem brasileira e é de grande valor ornamental. Ela é rústica, tem folhas longas e largas com superfície cerosa, dispostas em roseta, formando uma espécie de vaso no centro da planta, onde acumula água e nutrientes. De crescimento moderado, ela pode levar 10 anos para atingir o porte adulto e florescer. Sua inflorescência é do tipo espiga e bem alta, podendo criar flores delicadas com coloração creme e amarela. Ocorrem variedades de folhagem vermelha, arroxeada e verde, além de tonalidades intermediárias dessas cores. Após a floração, assim como ocorre com outras Bromélias, a planta morre. Devido ao seu porte imponente, elas ficam ótimas em jardins e podem ser utilizadas isoladas ou em grupos, mas também podem ser plantada em vasos. Deve ser cultivada em solo leve e bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Por ser uma planta tipicamente tropical, aprecia a umidade e o calor, mas ao mesmo tempo, por ser originária de regiões serranas do Rio de Janeiro, é capaz de tolerar geadas leves e é resistente ao vento.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 1,5m (folhas); 3m (haste floral)
  • – Época da florada: Floresce apenas uma vez, no final de sua vida.
  • – Ciclo de vida: Perene

16. Calla (Calla sp.; sinonímia de Zantedeschia sp.)

Foto: Reprodução /Léia Flores

A Calla é originária do sul da África e é sempre muito confundida com o Copo-de-leite, pois são praticamente idênticas. De acordo com a classificação científica dessas plantas, podemos concluir de forma mais resumida que a diferença entre elas está apenas na cor. Enquanto o Copo-de-leite é branco, a Calla pode ter uma grande variedade de cores. Isso se deve à seleção e ao cruzamento com outras espécies de Zantedeschia, proporcionando flores de outras cores além da branca, como o amarelo, o vermelho, o rosa, o laranja e o roxo. Elas podem ser cultivadas em vasos, canteiros ou até mesmo rente a muros. Com um solo fofo que tenha a capacidade de reter metade da água e com regas feitas de uma a duas vezes por semana, é possível plantá-las com sucesso no jardim. Vale lembrar que essas plantas não toleram a incidência direta do Sol e também devem ficar protegidas do vento. Elas não suportam encharcamento, podendo ficar com suas raízes podres. Sendo assim, é bom evitar fazer o cultivo durante a época de chuvas. Além disso, é preciso ter cuidado, pois essa planta é tóxica, tanto para humanos, como para animais.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra
  • – Altura: 50cm a 1m
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

17. Calêndula (Calendula officinalis)

Foto: Reprodução /Adriana Gibathe

A Calêndula possui flores de cor amarela ou laranja, bastante perfumadas e bem parecida com a Margarida. No jardim, podem compor maciços e bordaduras, e também podem ser plantadas em vasos e jardineiras ou como flor de corte. Além de caráter ornamental, ela também possui outras funções: “suas inflorescências possuem propriedades medicinais e é utilizada como medicamento e em produtos cosméticos desde a antiguidade”, revela Gabriel. Ela também é comestível e pode ser combinada com saladas e pratos frescos. É tolerante ao frio e deve ser cultivada em solo composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 30cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

18. Calibrachoa (Calibrachoa sellowiana)

Foto: Reprodução /The Fancy Garden

Segundo Gabriel, a Calibrachoa é uma espécie nativa do sul do Brasil e que foi melhorada para exibir maior apelo ornamental. Pode ser plantada em vasos ou cuias como planta pendente, mas normalmente é cultivada em grupos, formando maciços para cobertura de canteiros. Necessita de solos bem drenados, ricos em matéria orgânica, férteis e irrigados com intervalos. Gabriel lembra ainda que é uma planta que aprecia clima frio.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 20cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

19. Camélia (Camellia japonica)

Foto: Reprodução /Guillermo García-Saúco

A Camélia tem origem na Ásia, mas especificamente em florestas da Índia, Japão e China. Entretanto, é muito popular no mundo todo, tanto em climas tropicais, como temperados. Da mesma família do chá, ela é muito versátil, apresenta inúmeras variedades e híbridos e pode ser utilizada como arbusto ou arvoreta. As flores podem ser de diversos tipos, podendo ser grandes ou pequenas e de diferentes cores, sendo que as mais comuns são as brancas, as rosas, as vermelhas e as bicolores. “É uma planta que aprecia clima ameno e solos ácidos, enriquecidos com matéria orgânica”, explica Gabriel. Além disso, ela não se adapta a climas muito quentes e tolera geadas e neves. No quesito pragas, é suscetível ao ataque de cochonilhas.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno e meia sombra
  • – Altura: 7m
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

20. Celósia (Celosia argentea)

Foto: Reprodução /Casa Nova Paisagismo

Originária da Ásia, é muito conhecida como Crista-plumosa ou Crista-de-galo-plumosa. É uma planta de inflorescências felpudas, formadas por muitas florzinhas, nas cores vermelha, rosa, roxa, laranja, amarela e creme. A folhagem é ereta e o melhoramento genético disponibilizou diversas variedades de formas e cores. Pode ser utilizada em bordaduras e maciços ou em conjuntos compondo com outras flores e forrações, como neste lindo carrinho de madeira da foto, que serve como um mini jardim portátil. Sua produção exige solo fértil, rico em matéria orgânica e de boa drenagem. Também precisa de regas frequentes e tolera o frio subtropical.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Anual

21. Cinerária (Senecio cruentus)

Foto: Reprodução /Flowers Pictures

Nativa das Ilhas Canárias, esta espécie de Cinerária também é conhecida como Cinerária-dos-floristas. Sua inflorescência é ereta, compacta e com uma grande variedade de cores, sendo algumas bicolores, passando por tons de branco, rosa, vermelho, púrpura, violeta e azul. Esta planta constitui formas variáveis e possui um delicado perfume. Pode ser usada na decoração de jardins, formando maciços coloridos, como forração, em bordaduras ao longo de caminhos, como também em vasos e jardineiras. Os melhores climas são o subtropical e o temperado; também não tolera geadas e é sensível ao calor excessivo. O solo deve ser fértil, rico em matéria orgânica, bem drenado e mantido úmido, evitando molhar as folhas e flores. A umidade excessiva pode provocar a podridão cinzenta.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 30cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Bianual

22. Clívia (Clivia miniata)

Foto: Reprodução /Nô Figueiredo

A Clívia tem origem africana e suas flores são de tons vermelhos a alaranjados com o centro amarelo. A sua folhagem também é bastante ornamental. Na maioria das vezes, são plantadas em vasos e jardineiras, porém também é possível formar maciços e bordaduras. É bastante exigente em fertilidade, irrigação e drenagem e seu solo deve conter boa quantidade de matéria orgânica. Gabriel ressalta ainda que é uma planta que aprecia clima frio.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra
  • – Altura: 30cm (folhas); 40cm (haste floral)
  • – Época da florada: Inverno, primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

23. Colar-de-pérolas (Senecio rowleyanus)

Foto: Reprodução /Plante Amor SP

Nativa de regiões desérticas da África, o Colar-de-pérolas é uma planta suculenta, que também é bastante conhecida como Rosário ou Pérola-verde. O formato de suas folhas é muito curioso, pois é bastante semelhante à ervilhas. Quando cultivada sob iluminação adequada, produz pequenas flores brancas com perfume de canela. É excelente para vasos e jardineiras, mas fica especialmente bonita em cestas suspensas, com seus longos ramos pendentes. É uma planta rústica e de fácil manutenção, que pode ser plantada em estufas, ambientes internos, varandas, sacadas, etc. Exige adubações bimestrais e podas para renovação da folhagem. Aprecia o clima ameno e é muito resistente à perda de água e aos períodos de seca. Deve ser cultivada em solo leve, arenoso, bem drenável e rico em matéria orgânica, semelhante aos substratos para cactos e suculentas. Regas semanais durante o período de crescimento são suficientes. É uma planta tóxica, então deve-se ter cuidado com animais de estimação.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 1,5m (pendente)
  • – Época da florada: Verão
  • – Ciclo de vida: Perene

24. Copo-de-leite (Zantedeschia aetiopica, sinonímia de Calla aetiopica)

Foto: Reprodução /Sunflower Floricultura

O Copo-de-leite é nativo da África e é uma das flores mais conhecidas. São firmes e duráveis, grandes e de coloração branca. Sua folhagem é verde brilhante e também é muito ornamental. Além da beleza, ela também é símbolo de pureza espiritual, paz, tranquilidade e calma. Deve ser cultivada, preferencialmente, em grupos para melhor valorização de seu efeito paisagístico, principalmente em locais úmidos, como margens de lagos e espelhos d’água. É excelente como flor de corte, muito rica para fazer arranjos de grande efeito, mas o plantio em vasos também é bastante adequado. Esta planta costuma atrair diversos tipos de borboletas. Aprecia solos ricos em matéria orgânica e permanentemente úmidos, porém sem ficar abaixo da água.  Assim como a Calla, o Copo-de-leite também é uma planta tóxica.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra
  • – Altura: 50cm a 1m
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

25. Coroa-de-cristo (Euphorbia milii)

Foto: Reprodução /Arlete M

Também conhecida como Colchão-de-noiva, esta planta originária de Madagascar possui flores arredondadas que variam entre as cores rosa, vermelho, branco e amarelo. Com espinhos abundantes, é excelente para cercas vivas, isolada ou junto ao muro, e também é possível aproveitá-la como bordadura. Devem ser cultivadas em solo fértil, com regas periódicas e pode ser podada para obter o formato desejado. Mas atenção, nunca esqueça de manuseá-las sempre com muito cuidado e usando luvas grossas, pois além dos espinhos, ela apresenta látex tóxico, que pode provocar irritações nos olhos e na pele.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 1m
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

26. Cravina (Dianthus chinensis)

Foto: Reprodução /Precioso Jardim

A Cravina tem origem na Ásia e na Europa e nada mais é do que uma miniatura do Cravo. Suas flores são solitárias e de coloração branca, rosa ou vermelha, com tonalidades e mesclas destas cores. Apresenta também pétalas largas e com bordos serrilhados. A Cravina é utilizada em maciços e bordaduras, e cria um belo efeito campestre. Deve ser cultivada em solo drenável e fértil, composto de terra de jardim e terra vegetal. Também exige regas regulares e reforma anual dos canteiros e aprecia o clima frio.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 30cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

27. Cravo (Dianthus caryophyllus)

Foto: Reprodução /Lili Marin Ateliê Floral

Originária da Europa, esta flor é muito antiga. Tem flores dobradas com as bordas recortadas, disponíveis nas cores branca, rosa, vermelha, roxa e amarela, com diversas tonalidades e mesclas. Na Grécia antiga, os Cravos eram considerados flores divinas, sendo também um símbolo de fidelidade na época do Renascimento. Também é muito citado na literatura, representando o homem nos romances, enquanto a mulher é representada pela Rosa. É muito usada como flor de corte, mas também existem muitas variedades para o jardim, podendo compor maciços e bordaduras. É de fácil cultivo e tem um aroma bem suave. Deve ser cultivado em solo drenável e fértil, composto de terra de jardim e terra vegetal e necessita de rega regulares.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 80cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

28. Crisântemo (Argyranthemum frutescens)

Foto: Reprodução /OZ Export

O Crisântemo é muito versátil, tanto que existem mais de 100 espécies diferentes desta flor. A Argyranthemum frutescens é originária da Europa, mas especificamente nas Ilhas Canárias, e também é conhecida popularmente como Margarida-de-Paris. As inflorescências podem apresentar uma variedade de formatos e cores, sendo as mais comuns as brancas, róseas ou em tons de creme e amarelo. Pode ser plantada isolada ou em grupos, em jardineiras ou vasos grandes, ser usada na formação de bordaduras, assim como em composições com outras plantas no jardim. Deve ser cultivada em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Gabriel diz ainda que é uma planta que aprecia o clima frio e aproveita para dar uma dica: “apesar de perene, recomenda-se renovar o canteiro anualmente”. Ele também alerta para o fato dela ser uma planta tóxica.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 1m
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade no inverno e primavera
  • – Ciclo de vida: Perene

29. Crista-de-galo (Celosia cristata)

Foto: Reprodução /Jaqueline Fouraux

A Crista-de-galo é uma planta originária da Ásia e com um formato muito interessante, que lembra de fato uma crista de galo ou também um cérebro. As inflorescências são dobradas, brilhantes e com textura de veludo, muito macias. Apesar da cor vermelha ser a mais comum, também é possível encontrá-las nas cores amarela, rosa, creme, roxa e branca. Podem compor bordaduras e grandes maciços. Exige solo fértil, muito bem drenado, enriquecido com matéria orgânica e regas frequentes. Apesar de seu florescimento ser nos meses quentes, é tolerante ao frio subtropical.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 70cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: anual

30. Ciclame (Cyclamen persicum)

Foto: Reprodução /Canil Belo Bicho

O Ciclame tem origem na Europa e o formato de sua flor é muito peculiar, pois apresenta pétalas invertidas. Existem variedades grandes e pequenas e podem ter diversas cores, entre elas o branco, o vermelho, o rosa, o salmão e combinações diferentes entre essas cores. Sua folhagem também é muito ornamental, verde escura com manchas mais claras. São cultivadas em vasos com substratos preparados, ricos em matéria orgânica, bem drenados, sempre em locais protegidos, como estufas, irrigados regularmente. “É uma planta tuberosa que pode perder as folhas durante o verão para rebrotar no outono e inverno. Durante o período de dormência, regar a planta (ou vaso) apenas uma vez por mês, aumentando a frequência de regas no final do verão”, orienta Gabriel. Também é indicada para jardins de inverno e aprecia o frio.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra
  • – Altura: 20cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

31. Dália (Dahlia pinnata)

Foto: Reprodução /Isago Luis Noboru

A Dália é uma planta com origem na América do Norte e que sofreu grande melhoramento e muitos cruzamentos, possibilitando um grande número de variedades, com portes, formas e cores diferentes. Suas folhas são compostas e podem ser verdes ou arroxeadas. Segundo Gabriel, “é uma planta tuberosa que perde as folhas no inverno”. Pode compor maciços e bordaduras no jardim e não é tolerante a ventos. Deve ser cultivada em solo composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 1,5m
  • – Época da florada: Verão e outono
  • – Ciclo de vida: Perene

32. Dipladênia (Mandevilla sp.)

Foto: Reprodução /Rosana Bueno

A Dipladênia tem origem brasileira e suas flores tem a forma de trombeta. Ela é muito rústica e floresce desde jovem. Geralmente, é de coloração rósea com o centro amarelo, mas também existem variações brancas e vermelhas. É adequada para cobrir suportes leves ou estruturados como caramanchões, grades, treliças, arcos, cercas, colunas, entre outros. Também pode ser cultivada em vasos grandes e jardineiras, desde que lhe seja oferecido suporte. Seu perfume lembra o aroma de tutti-frutti. Deve ser cultivada em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado moderadamente. Não tolera encharcamento, frio intenso ou geadas. É tolerante a podas, que devem ser efetuadas, preferencialmente, no inverno.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 4m (trepadeira)
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade no verão.
  • – Ciclo de vida: Perene

33. Eufórbia (Euphorbia ingens)

Foto: Reprodução /Floricultura Ursula

As Eufórbias incluem uma infinidade de espécies de plantas com aparência grandemente diversa. A Euphorbia ingens é popularmente conhecida como Cacto-candelabro, pois é muito parecida com um Cacto e as subdivisões da planta fizeram com que o seu caule ficasse muito parecido com um candelabro. Originária do continente africano, mais precisamente na África do Sul, é uma planta suculenta, típica de climas semiáridos, sendo muito tolerante à estiagem e ao frio. Se adapta tanto em ambientes internos como externos, e mesmo preferindo o Sol, pode ser cultivada dentro de casa, desde que seja um ambiente bem arejado e iluminado. Como é uma variedade que cresce muito, é importante escolher um vaso maior para o plantio, podendo também ser podada para controlar a altura. Em jardins, fica muito bem isolada ou com outras suculentas e cactáceas. Pode gerar pequenas flores. Além disso, deve ser cultivada em solo fértil e muito bem drenável. Não tolera encharcamentos ou sombra, apodrecendo com facilidade nestas condições. Deve-se ter cuidado com crianças pequenas e animais de estimação, pois além de espinhos, esta planta tem a seiva tóxica.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 4m
  • – Época da florada: outono/inverno. Flores sem apelo ornamental.
  • – Ciclo de vida: Perene

* Dica rápida para diferenciar Eufórbias e Cactos:

Semelhanças: Ambas possuem caule suculento, com espinhos e folhas reduzidas.

Diferenças: Nos cactos, os espinhos nascem em auréolas, e nas Eufórbias, nascem diretamente no caule. As Eufórbias, quando danificadas, liberam uma seiva leitosa tóxica, e os cactos não.

34. Flor-de-maio (Schlumbergera sp.)

Foto: Reprodução /Maysa Bonissoni

A Flor-de-maio é originária do Brasil e de gênero endêmico do Estado do Rio de Janeiro. Também é conhecida como Cacto-de-natal, Cacto-de-páscoa e Flor-de-seda. “É uma cactácea epífita, ou seja, cresce apoiada sobre troncos de árvores (não é parasita)”, explica Gabriel. Suas flores são grandes e brilhantes e costumam atrair beija-flores. Pode ser encontrada nas cores rosa, branco, laranja e vermelho. Deve ser cultivada em substrato para epífitas misturado à terra vegetal e precisa ser regada periodicamente. Fica muito bem isolada em vasos ou em combinação com outras epífitas, sobre árvores e paredes preparadas.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra
  • – Altura: 60cm
  • – Época da florada: Outono
  • – Ciclo de vida: Perene

35. Gardênia (Gardenia jasminoides)

Foto: Reprodução /Meu Quintal Mágico

A Gardênia é uma planta arbustiva de origem chinesa, com flores brancas, grandes e muito perfumadas. Com o tempo, costumam ganhar uma coloração creme, com tons amarelados. Ela pode ser cultivada isolada em pátios ou próximo à portas e janelas, para que sua fragrância seja bem aproveitada. Também pode ser plantada em grupos, formando belas cercas vivas, ou em vasos, servindo até mesmo para bonsais. “É uma planta que aprecia solos ácidos e enriquecidos com matéria orgânica”, diz Gabriel. Além disso, necessita de regas regulares e o momento ideal para a poda é após a floração. Aprecia temperatura amena, mas não tolera baixa umidade e se adapta bem ao clima subtropical e tropical de altitude, com noites frias.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 6m
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

36. Gerânio (Pelargonium peltatum)

Foto: Reprodução /Jarros Dekor

O Gerânio é uma planta de origem africana que causa um efeito muito bonito na decoração de ambientes internos e externos. Suas flores parecem mini buquês e podem ser de diversas cores e mesclas. Pode ser usada para maciços e bordaduras no jardim, mas fica especialmente bela destacada em vasos e jardineiras. A versão pendente é ainda mais impactante e fica linda em floreiras, vasos e cestas suspensas em janelas e sacadas. Deve ser cultivada em solo composto de terra de jardim e composto vegetal, bem drenável, com regas regulares. Aprecia o clima frio.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 30cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

37. Gérbera (Gerbera jamesonii)

Foto: Reprodução /Arqui Jardim

A Gérbera é nativa da África e suas flores têm pétalas com diferentes cores, sempre muito vivas, sendo que o centro também varia de cor. Possui hastes longas e folhas bem verdes. É uma excelente flor de corte, de grande duração, sendo muito utilizada em arranjos florais elaborados. Algumas variedades também podem ser usadas para a formação de maciços e bordaduras nos jardins e também como planta de vaso. “A planta aprecia clima frio, e mesmo considerada uma espécie perene, aconselha-se renovar o canteiro a cada dois anos”, explica Gabriel. Devem ser cultivadas em solo composto de terra de jardim e terra vegetal, bem adubado, com regas regulares.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

38. Girassol (Helianthus annuus)

Foto: Reprodução /Ana Lins Fotografia

O Girassol é uma das flores mais conhecidas e é muito admirada. Como o próprio nome diz, elas seguem a direção do Sol. Essa planta tem origem na América do Norte e Central e tem dupla finalidade, servindo tanto para utilização ornamental, como para o uso alimentício e produção de óleo. As cores variam entre o amarelo, vermelho e tons alaranjados e marrons, sendo o amarelo o mais popular. No paisagismo, todas as variedades do Girassol são bastante utilizadas. As gigantes e ramificadas podem ser plantadas em renques junto a cercas e muros, e as anãs são adequadas para formação de maciços, bordaduras e canteiros e são muito comercializadas em vasos e jardineiras também. Deve ser cultivado em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica. Aprecia regas regulares, mas pode tolerar um curto período seco.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 1,5m
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: anual

39. Gloxínia (Sinningia speciosa)

Foto: Reprodução /Vivero Area Verde

A Gloxínia é mais uma das plantas que têm origem brasileira. As flores são grandes e podem ser de diversas cores e mesclas, e muitas vezes é recheada de pintinhas. Suas folhas são grandes e arredondadas, suculentas e aveludadas. É uma ótima planta para cultivar em jardineiras e vasos. Além disso, Gabriel ressalta uma característica interessante: “a planta pode perder as folhas durante o outono/inverno, rebrotando na primavera”. Devem ser cultivadas em substrato rico em matéria orgânica, bem drenável e com regas regulares.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra
  • – Altura: 20cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

40. Hemerocale (Hemerocallis flava)

Foto: Reprodução /Buzelli Jardinagem

De origem na Ásia e Europa, seu nome origina-se do grego hemero = dia e kallos = beleza. As flores tem três sépalas e três pétalas e parecem muito com os Lírios. Nessa espécie Hemerocallis flava, as flores são amarelas e na espécie Hemerocallis fulva, são alaranjadas. Nos híbridos (Hemerocallis x hybrida,) diversas cores já foram produzidas, com exceção do branco e do azul. É muito versátil e é uma das plantas preferidas para cultivo em jardim, pois é muito fácil de cultivar. Cai muito bem em bordadura, em maciços ou grupos, além de ser apropriada para jardins de pouca manutenção, como em condomínios e jardins públicos. Deve ser cultivada em solos férteis, adubados com matéria orgânica e irrigados periodicamente. Não tolera terrenos encharcados. Algumas variedades apreciam o frio, outras apresentam boa tolerância. “A planta precisa de aparas anuais para renovação das folhas”, acrescenta Gabriel.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

41. Hibisco (Hibiscus rosa-sinensis)

Foto: Reprodução /Jardineiro Amador

Apesar de ter origem na Ásia, o Hibisco é a flor símbolo do Havaí. É umas das plantas mais cultivadas nos jardins brasileiros, devido ao seu rápido crescimento, beleza e rusticidade. O Hibisco nasce em galhos e possui muitas variedades, com flores das mais diversas formas, tamanhos e cores, mas sempre solitárias. É muito versátil e pode ser plantado em maciços, cercas vivas, como arbustos, renques, composições ou simplesmente como planta isolada em vasos. De característica tropical, deve ser cultivado em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica, com adubações periódicas e regas leves. Aceita podas e não tolera geadas.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 4m
  • – Época da florada: Todo o ano
  • – Ciclo de vida: Perene

42. Hortênsia (Hydrangea macrophylla)

Foto: Reprodução /Terra da Gente

A Hortênsia tem origem na Ásia e por isso também é conhecida como Rosa-do-Japão. No Brasil, é a flor símbolo da cidade de Gramado, na Serra Gaúcha. É um arbusto muito florífero e rústico, onde as flores se formam em buquês e possuem basicamente duas cores, com variações de tons. “Esta espécie de Hortênsia produz inflorescências de cores diferentes de acordo com o pH do solo. Solos ácidos promovem o desenvolvimento de inflorescências azuis, enquanto solos alcalinos produzem inflorescências rosadas”, explica Gabriel. Pode ser usada para o plantio em bordaduras, maciços, renques, cercas vivas e isolada em vasos. Deve ser cultivada em solos bem adubados e ricos em matéria orgânica, regados periodicamente e requer poda anual. É uma planta que aprecia o frio, sendo indicada para regiões de altitude e de clima mais ameno.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 2m
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

43. Impatiens (Impatiens walleriana)

Foto: Reprodução /Canil Belo Bicho

Esta espécie de Impatiens é muito conhecida como Maria-sem-vergonha, podendo ser chamada também de Beijo-turco por algumas pessoas. É de origem africana e pertence ao mesmo gênero do Beijo-pintado. As flores têm cinco pétalas cada e, dependendo da variedade, se exibem em cores sólidas ou belos degradês e mesclas de branco, laranja, salmão, rosa, vermelho e vinho. Gabriel explica uma particularidade interessante desta planta: “ao ficarem maduras, as cápsulas de sementes da planta explodem e espalham sementes por todo o jardim. Essa característica dá à planta grande potencial invasivo, espalhando-se pelo jardim rapidamente, quando as condições de desenvolvimento são favoráveis”. É ideal para a composição de maciços e bordaduras, mas também pode ser plantada em vasos, floreiras e cestas pendentes. De crescimento rápido, gosta de umidade e prefere o calor, não tolerando o frio do inverno. É muito fácil de cultivar e não exige cuidados especiais. Necessita de solo drenável, rico em matéria orgânica e com regas frequentes.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra a sombra
  • – Altura: 30cm
  • – Época da florada: Todo o ano
  • – Ciclo de vida: Perene

44. Íris (Iris germanica)

Foto: Reprodução /Luiza L Mallmann

A Iris germanica tem origem européia e tem muitos significados culturais ao longo da história. Essa flor está ligada à monarquia francesa, como a inspiração para o icônico símbolo da Flor-de-lis.  As inflorescências são compostas por cerca de duas flores, que possuem três sépalas caídas e três pétalas eretas. Cada sépala apresenta um tufo de pelos em sua linha média, na parte superior, que é chamada de Barba da Íris, que geralmente é branca com amarelo. As flores são, originalmente, azuis ou brancas, mas atualmente há centenas de híbridos e variedades das mais diversas cores e combinações em degradê. Seu cultivo é de baixa manutenção e pode ser utilizada em maciços, bordaduras ou plantadas em vasos e jardineiras. A Íris é originária de clima temperado, mas Gabriel reitera que ela também aprecia clima frio e  necessita de solo mantido úmido.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

45. Ixora-rei (Ixora macrothyrsa)

Foto: Reprodução /Fabiana Dourado

A Ixora-rei tem origem na Índia e é um arbusto ereto, ramificado e compacto. Apresenta inflorescências com numerosas flores de coloração amarela, vermelha, laranja ou cor de rosa. De aspecto rústico, pode ser cultivada isoladamente ou em grupos e é ideal para ser usada como maciço, sendo ótimas para esconder muros e muretas. Além disso, também pode ser conduzida como arvoreta e costuma atrair polinizadores. Dispensa maiores manutenções, mas precisa de solo rico em matéria orgânica e deve ser regada a intervalos regulares, sem deixar o solo encharcado. Gabriel acrescenta ainda que é uma planta que aprecia clima quente.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 3m
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

46. Kalanchoê (Kalanchoe blossfeldiana)

Foto: Reprodução /Nai Souza

O Kalanchoê é uma planta suculenta, originária de Madagascar, na África. Também é conhecida como Flor-da-fortuna, devido ao seu significado de atrair dinheiro e felicidade. Suas flores podem ter muitas cores diferentes, com grande durabilidade e ficam especialmente belas plantadas no jardim, formando maciços e bordaduras. Devem ser cultivadas em solo composto de terra de jardim e terra vegetal, bem drenável e com regas regulares. Além disso, é tolerante ao frio e considerada tóxica.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 30cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

47. Jacinto (Hyacinthus orientalis)

Foto: Reprodução /Tiempos Verdes

O Jacinto tem origem na África, na Ásia e na Europa. A inflorescência é ereta e simples, de formato cilíndrico, com numerosas flores duráveis e muito perfumadas. Existem mais de 60 variedades disponíveis nas cores rosa, azul, branca, vermelha, laranja e amarela. Apesar de apreciar o clima frio, Gabriel diz que é uma planta bulbosa que perde as folhas durante o inverno. Eles têm sua beleza destacada se plantados em vasos e jardineiras, ou em extensos maciços monocromáticos no jardim, mas também é utilizado como flor de corte. Podem ser combinados com outras plantas bulbosas que florescem no mesmo período. Não tolera o calor excessivo e o substrato deve ser leve, drenável e enriquecido com matéria orgânica e regas regulares.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 30cm
  • – Época da florada: Primavera
  • – Ciclo de vida: Perene

48. Lavanda (Lavandula dentata)

Foto: Reprodução /Dro Ervas e Flores

A Lavanda tem origem na África, na Ásia e na Europa e é muito conhecida pelo ótimo aroma que possui. Esta planta apresenta flores azuis ou roxas em forma de espiga bastante perfumadas, atraindo abelhas e borboletas. Fazem um lindo contraste com o jardim verde e são excelentes para compor maciços, bordaduras ou pequenas cercas vivas, mas podem ser plantadas também como pequenos arbustos isolados ou em grupos irregulares, perfeitos em jardins de estilo inglês. Também desenvolve-se muito bem em vasos e jardineiras. Além da função paisagística, a Lavanda também serve para uso medicinal, aromático, industrial e até culinário.  Não é exigente quanto à fertilidade do solo, mas este deve ser muito bem drenada e receber uma exposição solar direta para que ela cresça de forma saudável. “Aprecia clima frio e o canteiro deve ser renovado a cada 3 anos, por apresentar ramos basais com baixa taxa de rebrotamento e brotações novas com menor vigor”, acrescenta Gabriel.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

49. Léia-rubra (Leea rubra)

Foto: iStock

A Léia-rubra é uma planta arbustiva de origem asiática. As inflorescências surgem em cachos compactos, com numerosos botões vermelhos que se abrem em pequenas flores róseas. É uma planta bastante interessante para compor renques junto a muros, ou sob a copa das árvores. Isolada, combina bem com varandas e sacadas, mas protegidas de ventos fortes; e também serve para contrastar com plantas de outras cores. Deve ser cultivada em solo fértil, drenável e enriquecido com matéria orgânica e pode ser podada de forma lenta e gradual. Aprecia o calor tropical e não tolera geadas ou frio intenso.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra a sombra
  • – Altura: 3m
  • – Época da florada: Primavera e verão. Flores sem apelo ornamental.
  • – Ciclo de vida: Perene

50. Lírio (Lilium pumilum)

Foto: Reprodução /Florinda jardineira

Os Lírios tem origem na Ásia, mas são muito populares no mundo todo, sendo uma das flores mais vendidas. O gênero Lilium compreende mais de 100 espécies distribuídas pelo mundo. As flores terminais podem ser solitárias ou em grupos, dependendo da variedade, e são muito perfumadas. Possui formatos variados, podendo ser plano, de trombeta, cálice ou turbante. As cores das flores também são bastante variadas e as mais comuns são a laranja, a amarela, a branca, a vermelha e a rosa, com ou sem pontilhados. São comercializados como flor de corte e mais recentemente em vasos, podendo ser cultivados também em canteiros e maciços. “É uma planta bulbosa que perde as folhas no outono. Aprecia clima frio e o solo deve ser mantido úmido”, reforça Gabriel.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Inverno e primavera
  • – Ciclo de vida: Perene

51. Lisianto (Eustoma grandiflorum)

Foto: Reprodução /Florisbella Floricultura

O Lisianto é uma planta com flores muito duráveis, grandes e de coloração azul, rosa, violeta ou branca, além de mesclas e tonalidades intermediárias. De origem na América do Norte, é muito comercializada em vasos, mas principalmente como flor de corte para a confecção de arranjos florais e buquês. Também pode ser cultivada no jardim, em maciços ou bordaduras informais. Segundo Gabriel, aprecia clima frio e devem ser cultivadas em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica e regas regulares.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 70cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Bianual

52. Lótus (Nelumbo nucifera)

Foto: Reprodução /Jardim Japonês

O Lótus tem origem na Ásia e na Oceania, e é uma planta aquática repleta de significados religiosos e místicos, principalmente para os países orientais. Nos ensinamentos do budismo e do hinduísmo, ele simboliza o nascimento divino, o crescimento espiritual e a pureza do coração e da mente. Esse simbolismo se deve ao seu processo de crescimento, pois suas raízes estão fundamentadas em meio à lama e ao lodo de lagos e lagoas e, com o tempo, ele vai subindo à superfície para florescer com muita beleza. Suas flores são muito bonitas e podem ser brancas ou róseas. O Lótus aprecia o clima tropical e prefere cursos lentos de água doce, podendo assim, ser cultivado em lagos, tanques e espelhos de água.  Gabriel acrescenta: “deve ser plantado em substrato lodoso ou lamacento, submerso. Perde as folhas no período do inverno e tem grande potencial invasivo no lago”.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 1,5m
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

53. Magnólia (Magnolia liliflora)

Foto: Reprodução /Serra Alves

A Magnólia é uma planta estilo arbusto ou arvoreta de origem na Ásia. Suas flores são muito grandes e fazem um lindo contraste com o caule meio cinzento. “É uma planta decídua que perde completamente as folhas no inverno, inicia seu florescimento e depois produz novas folhas para o final da primavera e verão”, diz Gabriel. Aprecia o clima ameno, sendo indicada para locais mais frios, como a serra dos estados do sul e do sudeste, onde a sua floração é mais abundante. No paisagismo, é utilizada isolada ou em grupos, se integrando muito bem a jardins de estilo oriental ou europeu. Deve ser cultivada em solos férteis e permeáveis. A irrigação regular é indicada no primeiro ano de implantação e em estações secas.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 3m
  • – Época da florada: Inverno e primavera
  • – Ciclo de vida: Perene (arvoreta)

54. Margarida (Leucanthemum vulgare)

Foto: Reprodução /Giovani Venâncio

A Margarida tem origem na Europa e também é uma das plantas mais conhecidas, apresentando um delicado estilo campestre. Suas flores são pequenas, com pétalas brancas e centro amarelo. A folhagem é macia e verde escura. Muito utilizada em jardins públicos, esta planta serve para a composição de maciços e bordaduras e também como flor de corte. É tolerante ao frio e deve ser cultivada em solo composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Verão e outono
  • – Ciclo de vida: Perene

55. Mil-folhas (Achillea millefolium)

Foto: Reprodução /Semente Rara

Esta planta de origem na Europa e na Ásia Ocidental é composta por flores bem pequenas reunidas em inflorescência do tipo capítulo, em grandes conjuntos nas pontas dos ramos. Seu cultivo pode ser feito em regiões de clima ameno e, segundo Gabriel, também é utilizada para fins medicinais. Pode ser cultivada com sucesso em bordaduras de canteiros e em maciços amplos. O solo de cultivo deverá ser bem drenado, mas apesar de adaptar-se a cultivos sobre rochas, a umidade do solo para produção deverá ser controlada, senão diminuirá a quantidade de flores.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 40cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

56. Moréia (Dietes bicolor)

Foto: Reprodução /Oriental Garden Paisagismo

A Moréia tem origem africana e é muito utilizada no paisagismo, não só pela sua rusticidade e valor ornamental, como também pela sua facilidade de cultivo e baixa manutenção. É muito vistosa, sua folhagem é bastante resistente e é tolerante ao frio. É excelente para jardins externos de diversos estilos. Pode ser cultivada isolada, em grupos, maciços ou como bordadura. Necessita de solo composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 60cm
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

57. Miosótis (Cynoglossum amabile)

Foto: Reprodução /Dave’s Garden

Este gênero de Miosótis também é conhecido como Miosótis-da-China e Não-se-esqueça-de-mim. É nativa da Ásia e é uma versão ligeiramente diferente da sua prima européia, Myosotis. Com pequenas flores azuis, é rústica e aprecia clima ameno, ideal para compor grandes maciços no jardim. “Planta que aprecia clima frio e mesmo considerada perene, recomenda-se refazer o canteiro após dois anos”, afirma Gabriel.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 40cm
  • – Época da florada: Inverno e primavera
  • – Ciclo de vida: Perene

58. Narciso (Narcissus spp.)

Foto: Reprodução /Gardenia Creating Gardens

De origem portuguesa, o Narciso é dono de lindas flores amarelas. “É uma planta bulbosa que perde as folhas durante o inverno e que aprecia clima frio”, explica Gabriel. É bastante parecido com alguns gêneros de Orquídeas. Pode ser plantado em vasos ou em maciços e bordaduras e combina muito bem com jardins de estilo europeu.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

59. Ninféia (Nymphaea spp.)

Foto: Reprodução /Anderson Santos

A Ninféia, assim como o Lótus, é uma planta aquática de folhas flutuantes, cuja flor é repleta de significados místicos. Mas, embora essas duas plantas sejam muito parecidas, elas pertencem a gêneros botânicos diferentes e não podem ser confundidas. Sua origem se estende entre o continente asiático, africano e europeu e o nome científico Nymphaea é inspirado na figura das ninfas da mitologia grega. Dizem que egípcios reverenciavam essas flores às margens do rio Nilo e elas estão presentes nas esculturas e adereços dos templos do Antigo Egito. É uma planta de folhagem e florescimento bastante ornamental, que acrescenta grande beleza aos jardins com lagos. Suas folhas flutuantes são grandes, arredondadas e com bordas serrilhadas e as flores, elevadas acima do nível da água, podem ser de três cores: avermelhada (em tons próximos do rosa), branca ou azul.  “É uma planta aquática tuberosa e deve ser plantada em substrato lodoso ou lamacento, submerso”, reforça Gabriel. Pode ser cultivada em lagos, tanques e espelhos de água. É tolerante ao frio.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 1m (profundidade de plantio)
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

60. Onze-horas (Portulaca grandiflora)

Foto: Reprodução /Naomi Zhong

A Onze-horas é uma planta suculenta de origem na América do Sul, mais especificamente na Argentina, Brasil e Uruguai. É umas das floríferas mais apreciadas no mundo todo, pelo seu fácil cultivo e abundante floração. As flores são muito grandes e vistosas, e de diversas cores e mesclas, como o róseo, o branco, o laranja, o amarelo, o vermelho, o púrpura, etc. Elas também possuem diversas opções paisagísticas: é adequada para a formação de maciços, bordaduras e grupos irregulares, assim como adapta-se muito bem ao plantio em vasos, jardineiras e cestas suspensas. Também são ótimas para dar mais cor a jardins de pedras, e pode ser plantada em espaços bem pequenos. Podem também servir como forração e atraem abelhas. Devem ser cultivadas em solo fértil, bem drenável e enriquecido com matéria orgânica, com regas periódicas. É tolerante à seca e à baixa fertilidade do solo, mas floresce melhor quando fertilizada. Durante as regas, deve-se evitar molhar os botões e as flores, que se danificam com facilidade. Além disso, é uma planta tóxica e deve-se ter cuidado com crianças e animais de estimação.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 15cm
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

61. Orquídea Phalaenopsis (Phalaenopsis alba)

Foto: Reprodução /Mariana Melo

Este é um dos gêneros de Orquídea mais populares dentro de um  grande grupo de espécies e híbridos desta planta. Tem sua origem em uma área que compreende desde o sul da China até o Noroeste da Austrália, incluindo também Filipinas, Indonésia, Sumatra e Bornéo. “É uma planta epífita, ou seja, se desenvolve apoiada sobre troncos de árvores e não é parasita”, explica Gabriel. As flores são arredondadas, com as duas pétalas superiores bastante grandes e o labelo menor, que, normalmente, possui coloração diferenciada. As cores variam muito, entre o branco, o rosa, o amarelo, o púrpura, etc, com combinações e tonalidades diferentes, podendo ser pintalgadas ou não. Além de ser bastante comercializada em vasos, também é muito utilizada como flor de corte e costuma se adaptar bem em apartamentos de centros urbanos. Deve ser cultivada em substrato adequado à espécie, em geral preparados para epífitas. Aprecia a umidade e deve ser irrigada sempre que o substrato se apresentar seco. É tolerante ao frio.

  • – Necessidade de Sol: Sombra
  • – Altura: 10cm (folhas); 40cm (haste floral)
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

62. Peônia (Paeonia lactiflora)

Foto: Reprodução /Dominic Wong

De origem ampla, passando pela América do Norte, Ásia e Europa, o gênero Paeonia compreende cerca de 80 espécies. Ocorrem também diversas variedades resultantes de hibridizações e seleções de Peônias, principalmente na China, onde ela é uma importante planta ornamental e considerada símbolo nacional. As flores são grandes, delicadamente perfumadas e podem ser de cores muito variadas. De crescimento lento, ela é utilizada isolada ou em grupos, para a formação de maciços e renques junto a muros e também como flor de corte. Elas devem ser cultivadas em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Gabriel acrescenta ainda que esta planta aprecia clima frio.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 1m
  • – Época da florada: Primavera
  • – Ciclo de vida: Perene

63. Perpétua (Gomphrena globosa)

Foto: Reprodução /Adriana Oliveira

Originária da América Central, na Guatemala e Panamá, a Perpétua é originalmente de coloração roxa, mas atualmente já são produzidas muitas variedades de cores. Ela é versátil, tendo várias funções paisagísticas, podendo ser utilizada como forração ou para compor canteiros, bordaduras e maciços. Além disso, também pode ser cultivada para a produção de flores secas. Deve ser plantada em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Tolera bem o calor e o frio subtropical.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 40cm
  • – Época da florada: Todo o ano
  • – Ciclo de vida: Perene

64. Petúnia (Petunia axillaris)

Foto: Reprodução /Jennyfer Novelli

A Petúnia tem origem na Argentina e apresenta um florescimento precoce, vistoso e abundante. As flores são grandes, podem ter diversas formas e se apresentam nas cores branca, vermelha, rosa, violeta e roxa, podendo variar entre diversas tonalidades e combinações dessas cores. É ótima para a formação de canteiros, maciços e bordaduras, assim como para vasos e floreiras. Deve ser cultivada em substrato bastante fértil, enriquecido com matéria orgânica, com irrigações periódicas. Gabriel acrescenta que é uma planta que aprecia clima frio.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 30 – 60cm (pendente)
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera
  • – Ciclo de vida: Perene

65. Planta-batom (Aeschynanthus lobianus)

Foto: Reprodução /Carla Salezano

De origem na Ásia, essa planta tem um formato muito curioso, que se assemelha muito a um batom, o que lhe rendeu o nome popular de Planta-batom ou Flor-batom. As flores possuem corola tubular, bilabiada, de cor vermelho vivo, e um cálice cilíndrico, com tonalidades que variam do verde ao marrom arroxeado. Elas apresentam um aroma intenso e são atrativas para os beija-flores. “É uma planta epífita, ou seja, que se desenvolve apoiada sobre troncos de árvores e não é parasita”, afirma Gabriel. Por ser pendente,  é excelente para a utilização em cestas suspensas, jardineiras e outros locais onde possa derramar sua folhagem e flores. Deve ser cultivada em solo fértil, bem drenável, rico em húmus e irrigado a intervalos regulares. Não tolera correntes de ar, encharcamentos ou geadas e também não aprecia trocas de lugar. No inverno as regas devem ser suspensas, pois podem provocar apodrecimento das raízes.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra a sombra
  • – Altura: 1,2m (pendente)
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

66. Pluma-brilhante (Liatris spicata)

A Pluma-brilhante é nativa dos Estados Unidos. Sua inflorescência é ereta, semelhante a uma espiga longa, solitária e disposta bem acima da folhagem, formada pela reunião de 8 a 13 flores arroxeadas. É usada em jardins como planta isolada ou na formação de maciços e também em composição com outras plantas de folhas largas. As flores frescas ou secas funcionam bem como flores de corte e quando secas têm um cheiro de baunilha. Costumam atrair abelhas e beija-flores. Devem ser cultivadas em solo fértil, rico em matéria orgânica, bem drenado e mantido úmido, sem encharcar.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 1,5m
  • – Época da florada: Verão
  • – Ciclo de vida: Perene

67. Poinsétia (Euphorbia pulcherrima)

Foto: Reprodução /Floricultura Tucuruvi

A Poinsétia também é muito conhecida como Flor-do-natal ou Bico-de-papagaio e tem origem na América do Norte, mais precisamente no México. As flores podem ser de coloração vermelha, rosa, amarela, branca ou mescladas, e variam quanto à forma e textura. É muito utilizada para fins decorativos, especialmente a de coloração vermelha durante a época de Natal, podendo ser usada em vasos grandes ao lado da porta de entrada ou da árvore de Natal e também em arranjos para a sala ou em centros de mesa na noite da ceia. Pode ser cultivada também como arbusto isolado no jardim ou em conjunto. É tolerante à poda e necessita de solo fértil, drenável e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Não deve estar sujeita a correntes de ar ou temperaturas muito frias. Além disso, é uma planta tóxica e, por este motivo, não é recomendado deixá-la a ao alcance de crianças e animais domésticos.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 4m
  • – Época da florada: Inverno e primavera
  • – Ciclo de vida: Perene

68. Primavera (Bougainvillea spp.)

Foto: Reprodução /Bert’s Photos

A Primavera também é muito conhecida como Buganvile. É uma trepadeira de florescimento abundante e muito bonito. As flores são pequenas e projetadas, de coloração amarelo creme, envolvidas por brácteas róseas. Pode ser usada como arbusto, arvoreta, cerca viva ou ainda, enfeitando pérgolas e caramanchões. Deve ser cultivada em solo fértil, previamente preparado com adubos químicos ou orgânicos. Oriunda do sul do Brasil, de característica subtropical, ela suporta muito bem o frio e às geadas, vegetando bem em áreas de altitude também. Requer podas de formação e de manutenção anuais, para estimular o florescimento e renovar parte da folhagem.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 10m (arbusto escandente)
  • – Época da florada: Inverno e primavera
  • – Ciclo de vida: Perene

69. Prímula (Primula obconica)

Foto: Reprodução /Queen Bee Flowers

A Prímula tem origem chinesa e é uma planta muito utilizada na decoração de interiores. Ela não possui caule e possui flores grandes e vistosas, emolduradas por uma folhagem verde aveludada, como lindos buquês. Elas são numerosas e delicadamente perfumadas, e possuem muitas tonalidades, que variam entre o rosa, roxo, vermelho, laranja, salmão e branco. São mais adequadas para a utilização em vasos e jardineiras, e são consideradas muito românticas. Devem ser cultivadas em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido. É uma planta de clima temperado e subtropical, mas pode ser conduzida em regiões tropicais, em ambientes frescos e protegidos do Sol forte. Gabriel diz que é uma planta que aprecia clima frio e ainda acrescenta: “mesmo sendo considerada uma planta perene, aconselha-se refazer o canteiro após dois anos”.

  • – Necessidade de Sol: Meia sombra
  • – Altura: 30cm
  • – Época da florada: Inverno e primavera
  • – Ciclo de vida: Perene

70. Rabo-de-gato (Acalypha reptans)

O Rabo-de-gato tem origem na Índia e se chama assim, justamente, por se parecer com um rabo de gato. Isso se deve às suas alongadas flores vermelhas, com textura de pelúcia, que inclusive, acaba atraindo muito a atenção das crianças. Devido às suas características, é adequada para ser usada como forração, mas pode também ser plantada em jardineiras ou  formar maciços e bordaduras no jardim. Bastante rústica, deve ser cultivada em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e com regas regulares. Não tolera geadas.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 15cm
  • – Época da florada: Todo o ano
  • – Ciclo de vida: Perene

71. Rosa (Rosa x hybrida)

Foto: Reprodução /Lucas Henrique Rocha

A Rosa nasceu na Ásia e é uma das flores mais populares no mundo. Ela é cultivada pelo homem desde a Antiguidade e se tornou a principal flor de corte comercial. Musa inspiradora de todas as artes, desde a pintura até a poesia, ela possui muitos significados em nossa cultura. Suas flores, originalmente, são simples, mas com o melhoramento genético obtivemos milhares de variedades de diversas cores e combinações. As hastes são longas e verdes e apresentam espinhos. Além de flor de corte, pode ser cultivada também em vasos ou no jardim, isolada ou em grupos, formando charmosos maciços. Aprecia clima frio, é arbustiva e muito exigente em fertilidade. Deve ser cultivada em solo corrigido e devidamente adubado. As regas devem ser regulares. “Quando bem adubada e recebe podas de inverno e podas de verão, responde com floradas mais abundantes”, comenta Gabriel.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 2m
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

72. Rosa-de-pedra (Echeveria sp.)

Foto: Reprodução /Sta Gemma Floricultura

Uma das suculentas mais populares, a Rosa-de-pedra é um nome muito utilizado para um grande grupo de espécies do gênero Echeveria. Ela é nativa do México e tem folhas de coloração verde, rosada ou acinzentada, espessas em forma de roseta e produzem florezinhas róseas. É excelente para jardins de pedras, compondo com outras suculentas, como Bromélias e cactáceas, e também ficam lindas em vasos e bordaduras. Deve ser cultivada em solo composto de terra de jardim, terra vegetal e areia, bem drenável, com regas periódicas. É uma planta tolerante ao frio subtropical.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 20cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

73. Rosa-do-deserto (Adenium obesum)

Foto: Reprodução /Rosa do Deserto Manaus

A Rosa-do-deserto é uma planta suculenta de floração exuberante que tem origem na África e no Oriente Médio. As flores são tubulares, com cinco pétalas e as cores são variadas, indo do branco ao vinho escuro, passando por diferentes tons de rosa e vermelho. Muitas variedades apresentam mesclas e degradês do centro em direção às pontas das pétalas. Por ser uma planta antiga, de variedades raras, e bem trabalhada, ela é muito cara no mercado, cujo preço se assemelha aos bonsais. Deve ser cultivada em solo perfeitamente drenável, neutro, arenoso, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos esparsos e regulares. Sua seiva é altamente tóxica, então, muito cuidado, principalmente com crianças e animais de estimação.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 2m
  • – Época da florada: Verão e outono
  • – Ciclo de vida: Perene

74. Sálvia (Salvia officinalis)

A Sálvia é uma planta subarbustiva, de folhas muito aromáticas, nativa da região do Mediterrâneo e, como explica Gabriel: “é utilizada para fins alimentícios, medicinais e ornamentais”. De cor verde acinzentada, o aroma das folhas é bem intenso e percebido mesmo sem amassá-las. Atualmente, existem versões de maior ou menor porte, assim como grande variedade de folhas, entre variegadas, arroxeadas, rosadas, crespas, etc. Algumas são próprias para temperos, com aromas muito diversos, e outras possuem belíssimas florações, ideais para o paisagismo. As flores podem ser de cor lilás, branca, rosa ou azul. Na cozinha, ela é bastante utilizada para temperar pratos de carnes, na preparação de cozidos ou assados. No jardim, ela é ideal para perfumar caminhos, sendo plantada como bordadura ou maciço, em jardins aromáticos ou clássicos europeus, como os jardins de estilo italiano e inglês. Pelo aroma e textura peculiar de suas folhas, ela também é uma planta muito apropriada para jardins sensoriais. Deve ser cultivada em solo preferencialmente drenável, neutro a levemente alcalino e enriquecido com matéria orgânica. Irrigue regularmente nos primeiros meses após o plantio, depois convém espaçar as regas ou deixar o trabalho para os dias de chuva. Resiste bem ao frio, mas não tolera locais com inverno muito agressivo e úmido ao mesmo tempo.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 40cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

75. Sapatinho-de-judia (Thunbergia mysorensis)

Foto: Reprodução /Adriano Gronard Paisagismo

De origem na Índia, Gabriel explica que o Sapatinho-de-judia é uma trepadeira de crescimento rápido. Suas flores são longas e pendentes, compostas de flores de coloração amarela com marrom avermelhado. Sua folhagem é bastante ornamental também, destacando as flores, pelo verde escuro das folhas. Ela é muito apropriada para cobrir pérgolas, pórticos e caramanchões, causando um lindo efeito e ainda atrai beija-flores. Deve ser cultivada em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. É tipicamente tropical e não tolera o frio.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: – (trepadeira)
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

76. Tagetes (Tagetes erecta)

Foto: Reprodução /Marco Meraz

O Tagetes é nativo do México, onde costuma ser usado na decoração de uma festa muito popular no país chamada de Dia dos Mortos. Por este motivo, muitas pessoas também costumam chamá-lo de Flor-dos-mortos. As folhas desta planta possuem coloração verde escura, produzindo um lindo e acentuado contraste com as flores, que variam entre diferentes tonalidades do amarelo e do alaranjado e possuem um aroma forte e característico. De folhagem densa e floração abundante, é ótimo para compor maciços e bordaduras no jardim, isolado ou com outras flores e folhagens, além de poder ser utilizado também como flor de corte. Necessita de solo composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares. É tolerante ao frio e pode ser cultivado em todo país.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 40cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Anual

77. Torênia (Torenia fournieri)

Foto: Reprodução /Flowers Every Where

A Torênia possui lindas flores aveludadas, em forma de trompete, originalmente com corola azul e garganta branca-amarelada. Porém, atualmente, estão disponíveis muitas variedades desta planta, com portes diferentes, sendo algumas mais densas e outras pendentes. Existe ainda uma grande diversidade de outras cores além do azul, desde o branco, passando pelo rosa, amarelo, roxo, violeta até o vermelho. No paisagismo, pode formar belos e densos maciços e bordaduras ou também pode ser plantada em vasos e jardineiras. As variedades pendentes ficam excelentes em cestas suspensas. Deve ser cultivada em solo humoso, drenável e irrigado regularmente. Gabriel acrescenta que é uma planta que aprecia clima frio e, por isso, floresce melhor nas regiões serranas e no sul do país.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno
  • – Altura: 20cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Anual

78. Trevo-amarelo  (Oxalis spiralis)

Foto: iStock

Nativo da América do Sul, o Trevo-amarelo possui pequenas flores amarelas de cinco pétalas, diferente do famoso Trevo-de-quatro-folhas que, inclusive, são de famílias diferentes. Em jardim, é geralmente usado como forração e atrai borboletas. Também pode ser cultivado em vasos e jardineiras suspensas como planta pendente. Necessita de solo fértil, rico em matéria orgânica, drenável e com regas regulares. Gabriel informa ainda que é uma planta que aprecia clima ameno.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 20cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

79. Tulipa (Tulipa sp.)

Foto: Reprodução /Coral Path Designs

Tulipa é o nome popular dado ao extenso grupo de espécies, variedades e híbridos do gênero Tulipa. Nativa da Europa e da Ásia, seu nome tem origem turco-otomana, que significa turbante, fazendo alusão ao formato da flor. Ela apresenta cores, formas e bordas muito variadas e em diferentes combinações. A Holanda é a maior produtora mundial de Tulipas e estas flores têm uma enorme importância econômica para este país. Geralmente, são plantadas em vasos, mas também podem ser distribuídas em canteiros e maciços formando belos conjuntos. Devem ser cultivadas em substrato rico em matéria orgânica com regas regulares. Sobre elas, Gabriel diz: “é uma planta bulbosa que perde as folhas no inverno, mas prefere o clima frio”.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

80. Verbena (Verbena x hybrida)

Foto: Reprodução /Gardens Online

A Verbena tem origem na América do Sul e possui flores miúdas e arranjadas em um pequeno buquê. Elas podem ser de diversas tonalidades e combinações entre as cores vermelha, branca, rosa e roxa. De fácil cultivo, podem ser plantadas em vasos, jardineiras, canteiros ou em maciços. Devem ser cultivadas em substrato rico em matéria orgânica, bem drenável, com regas regulares. “É uma planta que prefere clima ameno”, finaliza Gabriel.

  • – Necessidade de Sol: Sol pleno a meia sombra
  • – Altura: 50cm
  • – Época da florada: Todo o ano, com maior intensidade na primavera e verão
  • – Ciclo de vida: Perene

81. Violeta (Saintpaulia ionantha)

Foto: Reprodução /Rodrigo Soares

A Violeta tem origem africana e é uma planta de fácil cultivo. Suas folhas suculentas podem ter formas e tonalidades diferentes, mas em geral são verdes, em formato de coração e com a superfície aveludada. As flores, da mesma maneira, podem se apresentar de diversas tonalidades e combinações de branco, rosa, salmão e violeta. É perfeita para ser cultivada em vasos pequenos. Necessita de substrato rico em matéria orgânica, bem drenável, com regas regulares. Além disso, não tolera frio e geadas.

  • – Necessidade de Sol: Sombra
  • – Altura: 20cm
  • – Época da florada: Todo o ano
  • – Ciclo de vida: Perene

Gostou de saber um pouco mais sobre essas espécies de flores? É muito importante saber as características e cuidados especiais de cada plantinha para que seu cultivo tenha sucesso e ela floresça sempre bonita e saudável. Esperamos que depois dessas dicas e informações, você deixe sua casa com muito mais cor e vida através da belezas flores!

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